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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Modalidades de avaliação


Antes de analisar as diversas práticas de avaliação na escola, gostaria de refletir um pouco sobre o que é avaliar. Podemos definir avaliar como a elaboração de um juízo de valor, qualitativo ou quantitativo, sobre uma acção, neste caso a ação do aluno. Toda a ação do aluno é avaliável, com escalas e registos, mais ou menos adequados, é possível avaliar a cooperação, a confiança, a responsabilidade e a participação, no domínio sócio-afetivo, assim como a aquisição, compreensão e aplicação de conceitos, no domínio cognitivo. Desta forma, a principal etapa dos processos de avaliação da aprendizagem é o da enunciação clara dos critérios de avaliação que estão na base de recolha, tratamento e informação dos dados para podermos avaliar. A recolha de dados é feita através de inúmeros instrumentos de avaliação como por exemplo; fichas formativas, sumativas, trabalhos de casa, participação entre muitos outros. Os critérios de avaliação, estabelecidos pela escola, permite tornarem a avaliação numa acção com orientações precisas. Para Alaiz, Gonçalves e Barbosa (1997, p. 69), indica que "quase todas as escolas dos vários ciclos (do ensino básico) definem critérios de avaliação. Esses critérios referem-se maioritariamente à avaliação sumativa. No entanto, existe referência significativa á avaliação formativa nesses documentos".
A avaliação dos alunos rege-se pelo Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, pelo Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro e pelas seguintes disposições: 1. Critérios de Avaliação. Compete ao conselho pedagógico, no início do ano lectivo, de acordo com as orientações do currículo nacional e sob proposta dos conselhos de docentes, no caso do 1º ciclo, e dos departamentos curriculares e coordenadores de Ciclo, no caso do 2º e 3º ciclos definir os critérios de avaliação para cada Ciclo ensino e ano de escolaridade. Os critérios de avaliação mencionados constituem referenciais comuns, no interior de cada escola, sendo operacionalizados pelo professor titular da turma, no 1º Ciclo, e pelo conselho de turma, nos 2º e 3º Ciclos, no âmbito do respectivo projecto curricular de turma. O órgão de direcção executiva da escola deve garantir a divulgação dos critérios referidos nos números anteriores junto dos diversos intervenientes, nomeadamente alunos e encarregados de educação.
2. Processo de Avaliação. A avaliação é contínua, reportando-se aos conhecimentos e atitudes do
aluno de acordo com o currículo nacional em vigor e as normas do Regulamento Interno, os quais devem reflectir as aquisições a nível de competências, e conteúdos considerados pelos departamentos curriculares como indispensáveis à progressão para o ano / ciclo seguintes. A avaliação reveste-se de 3 modalidades:

Avaliação diagnóstica é a modalidade de avaliação que averigua se os alunos possuem os conhecimentos e aptidões para poderem iniciar novas aprendizagens. Permite identificar problemas, no início de novas aprendizagens, servindo de base para decisões posteriores, através de uma adequação do ensino às características dos alunos. Verifica se o aluno possui as aprendizagens anteriores necessárias para as novas aprendizagens e também se os alunos já têm conhecimentos da matéria que o professor vai ensinar.

Avaliação Formativa é a principal modalidade de avaliação do ensino básico, assume carácter contínuo e sistemático e visa a regulação do ensino e da aprendizagem; A avaliação formativa constitui a modalidade fundamental de avaliação no ensino básico destinando-se, de   acordo com o Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro “…a fornecer ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e aos restantes intervenientes informações sobre o desenvolvimento das aprendizagens e competências, de modo a permitir rever e melhorar os processos de trabalho”.
Esta é a modalidade de avaliação que acompanha permanentemente o processo de ensino-aprendizagem, sendo fundamental para a qualidade da aprendizagem (Cardinet, 1993; Lemos, Neves, Campos, Conceição e Alaiz, 1994). Ao atribuir importância ao aluno, dá atenção à sua motivação, à regularidade do seu esforço, à sua forma de abordar as tarefas e às estratégias de resolução de problemas que utiliza (Cardinet, 1993).

            A avaliação sumativa encontra-se também descrita no Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, que refere: "… traduz-se na formulação de um juízo globalizante sobre as aprendizagens realizadas pelos alunos” tendo lugar, ordinariamente, no final de cada período lectivo, no final de cada ano e de cada ciclo de ensino, podendo, também, acrescentamos, ter lugar no final de uma ou várias unidades de ensino que interessa avaliar globalmente. A avaliação sumativa fornece um resumo da informação disponível, procede a um balanço de resultados no final de um segmento extenso de ensino.

             Ribeiro, A., Ribeiro, L. (1989) refere que a avaliação formativa não é alternativa à avaliação sumativa; a sua complementaridade resulta não só do facto de permitir uma visão de síntese, mas, também, de acrescentar dados à avaliação pois esta é mais global e está mais distante no tempo relativamente ao momento em que as aprendizagens ocorreram o que permite avaliar a retenção dos objectivos mais importantes e verificar a capacidade de transferência de conhecimentos para situações novas. Sublinhe-se, complementarmente, que as diferentes formas de avaliação (formativa, sumativa, diagnóstica) não se excluem entre si, não sendo as diferentes modalidades de avaliação mutuamente exclusivas. Também onsidero que as três modalidades de avaliação são importantes e elas complementam-se, na minha atividade profissional utilizo as três entre outros instrumentos de avaliação que considero pertinentes para o sucesso escolar do aluno.
Para avaliar é necessário recolher dados, analisar e julgar, logo os critérios de avaliação têm de estar definidos de forma clara e objetiva.