Visualizações de páginas no último mês

sábado, 16 de junho de 2012

Sociedade de Informação e Ensino

a)      Caracterize a sociedade da informação e conhecimento.

Sociedade da Informação também chamada de Sociedade do Conhecimento surgiu no fim do Século XX, com origem no termo Globalização. Este tipo de sociedade encontra-se em processo de formação e expansão.
A sociedade está em constante mudança sendo que essa mudança tem-se verificado com grande rapidez, e como tal, a sociedade contemporânea está inserida num processo de mudança em que as novas tecnologias são as principais responsáveis. Alguns autores identificam um novo paradigma de sociedade que se baseia num bem precioso, a informação. Esta nova Era tem como pilar fundamental o desenvolvimento das tecnologias da informação digital
Este novo modelo de organização das sociedades assenta no desenvolvimento social e económico na qual a informação é o meio de criação de conhecimento que desempenha um papel preponderante na produção de riqueza e na contribuição para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. Segundo, o Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal «A expressão ‘Sociedade da Informação’ refere-se a um modo de desenvolvimento social e económico em que a aquisição, armazenamento, processamento, valorização, transmissão, distribuição e disseminação de informação conducente à criação de conhecimento e à satisfação das necessidades dos cidadãos e das empresas, desempenham um papel central na atividade económica, na criação de riqueza, na definição da qualidade de vida dos cidadãos e das suas práticas culturais.»
A Sociedade de Informação tem como características a globalização, a velocidade, a aceleração, instantaneidade, desatualização, formação permanente e mediatização. A Globalização a informação circula por todo o globo, podemos assistir, em direto, a acontecimentos que estão a ocorrer do outro lado do planeta; Velocidade a produção e circulação de informação processa de forma muito rápida; A aceleração de todos os novos meios e suportes da informação fazem com que a produção e circulação de informação se processem de forma cada vez mais rápida; Instantaneidade pode-se saber instantaneamente o que acontece do outro lado do mundo; Desatualização a constante circulação de informação conduz a uma desatualização constante; Formação Permanente, para nos mantermos atualizados é necessário estarmos em constante formação; Mediatização a sociedade de informação gravita à volta de mecanismos de produção, tratamento e distribuição de informação e, exige, do ponto vista técnico,  infra-estruturas necessárias para a sua utilização em todos os âmbitos da vida social.

b)     Reflita sobre as suas consequências para a escola atual.

As consequências positivas são visíveis tal como a valorização das novas competências e habilidades. As Tecnologias de Informação e Comunicação assumem um papel fundamental na construção de uma escola voltada para a formação de indivíduos capazes de construir o seu próprio conhecimento, e integradora de todos os alunos, considerando não só as suas necessidades individuais mas também a forma como constroem as suas aprendizagens.
A utilização, em contexto educativo, de recursos tecnológicos inovadores, como por exemplo a moodle e os e-portfólios, correspondem a práticas pedagógicas que vão ao encontro das expectativas e necessidades da geração atual e começam a ser uma realidade cada vez mais presente no trabalho desenvolvido por professores mais atentos à mudança. As dificuldades resultam da falta de formação específica dos professores que não adquiriram competências ao longo da carreira, no domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), necessárias à compreensão e desenvolvimento do uso das novas tecnologias. Considero ser este um dos constrangimentos fundamentais da transição das escolas para as práticas pedagógicas mais consentâneas com o paradigma educacional da sociedade da informação.

c) Trace um cenário concreto em que adapte recursos próprios da sociedade da informação
e conhecimento a práticas pedagógicas na sua disciplina.

Na minha disciplina, História eu uso os E-portefolios, como instrumento de avaliação, estes surgem como uma necessidade do paradigma educacional da sociedade da informação, na caracterização de Costa (2009) e, como disse Silva (n.d.), o portefólio permite uma avaliação mais concreta e fiel das competências desenvolvidas pelo aluno, ao longo de um determinado processo. São instrumentos de aprendizagem e de avaliação que se fundamentam na capacidade de se conseguir que o aluno se envolva na sua avaliação, refletindo sobre a sua aprendizagem com vista a melhorar. Desta forma, os e-portefólios desenvolvem a comunicação contínua entre vários intervenientes, permitem um melhor registo do envolvimento dos alunos nos ambientes de aprendizagem, uma melhor organização, possibilidade de estabelecer conexões entre as ideias professor/aluno e participar ativamente no processo de construção do conhecimento. Dão a possibilidade de partilha e a colaboração de todos os alunos da turma, aumentam a motivação dos alunos e as possibilidades de feed-back entre professor e alunos, como também referem Alves & Gomes (2007, pp. 1037).

Referências Bibliográficas
ALVES, Ana Paula; GOMES, Maria João; (2007). E-Portefólios: Um estudo de caso no ensino da Matemática.
COSTA, Cristina. (2009) - EUREKA TIC, 10º Encontro Nacional sobre Aplicação das TIC na Educação. Auditório Municipal da Batalha, 10 de Julho.
Castells, M. A Sociedade em rede: do conhecimento à Política – Compreender a transformação social
Meirinhos, M. (2000). Encontro Novas Tecnologias e a Educação. Bragança, 25 e 26 de Maio 2000, Bragança.
SILVA, Ana Paula n.d. - “Avaliação de Competências com portfóliohttp://www.proformar.org/revista/edicao_20/ava_comp_portfolio.pdf

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Modalidades de avaliação


Antes de analisar as diversas práticas de avaliação na escola, gostaria de refletir um pouco sobre o que é avaliar. Podemos definir avaliar como a elaboração de um juízo de valor, qualitativo ou quantitativo, sobre uma acção, neste caso a ação do aluno. Toda a ação do aluno é avaliável, com escalas e registos, mais ou menos adequados, é possível avaliar a cooperação, a confiança, a responsabilidade e a participação, no domínio sócio-afetivo, assim como a aquisição, compreensão e aplicação de conceitos, no domínio cognitivo. Desta forma, a principal etapa dos processos de avaliação da aprendizagem é o da enunciação clara dos critérios de avaliação que estão na base de recolha, tratamento e informação dos dados para podermos avaliar. A recolha de dados é feita através de inúmeros instrumentos de avaliação como por exemplo; fichas formativas, sumativas, trabalhos de casa, participação entre muitos outros. Os critérios de avaliação, estabelecidos pela escola, permite tornarem a avaliação numa acção com orientações precisas. Para Alaiz, Gonçalves e Barbosa (1997, p. 69), indica que "quase todas as escolas dos vários ciclos (do ensino básico) definem critérios de avaliação. Esses critérios referem-se maioritariamente à avaliação sumativa. No entanto, existe referência significativa á avaliação formativa nesses documentos".
A avaliação dos alunos rege-se pelo Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, pelo Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro e pelas seguintes disposições: 1. Critérios de Avaliação. Compete ao conselho pedagógico, no início do ano lectivo, de acordo com as orientações do currículo nacional e sob proposta dos conselhos de docentes, no caso do 1º ciclo, e dos departamentos curriculares e coordenadores de Ciclo, no caso do 2º e 3º ciclos definir os critérios de avaliação para cada Ciclo ensino e ano de escolaridade. Os critérios de avaliação mencionados constituem referenciais comuns, no interior de cada escola, sendo operacionalizados pelo professor titular da turma, no 1º Ciclo, e pelo conselho de turma, nos 2º e 3º Ciclos, no âmbito do respectivo projecto curricular de turma. O órgão de direcção executiva da escola deve garantir a divulgação dos critérios referidos nos números anteriores junto dos diversos intervenientes, nomeadamente alunos e encarregados de educação.
2. Processo de Avaliação. A avaliação é contínua, reportando-se aos conhecimentos e atitudes do
aluno de acordo com o currículo nacional em vigor e as normas do Regulamento Interno, os quais devem reflectir as aquisições a nível de competências, e conteúdos considerados pelos departamentos curriculares como indispensáveis à progressão para o ano / ciclo seguintes. A avaliação reveste-se de 3 modalidades:

Avaliação diagnóstica é a modalidade de avaliação que averigua se os alunos possuem os conhecimentos e aptidões para poderem iniciar novas aprendizagens. Permite identificar problemas, no início de novas aprendizagens, servindo de base para decisões posteriores, através de uma adequação do ensino às características dos alunos. Verifica se o aluno possui as aprendizagens anteriores necessárias para as novas aprendizagens e também se os alunos já têm conhecimentos da matéria que o professor vai ensinar.

Avaliação Formativa é a principal modalidade de avaliação do ensino básico, assume carácter contínuo e sistemático e visa a regulação do ensino e da aprendizagem; A avaliação formativa constitui a modalidade fundamental de avaliação no ensino básico destinando-se, de   acordo com o Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro “…a fornecer ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e aos restantes intervenientes informações sobre o desenvolvimento das aprendizagens e competências, de modo a permitir rever e melhorar os processos de trabalho”.
Esta é a modalidade de avaliação que acompanha permanentemente o processo de ensino-aprendizagem, sendo fundamental para a qualidade da aprendizagem (Cardinet, 1993; Lemos, Neves, Campos, Conceição e Alaiz, 1994). Ao atribuir importância ao aluno, dá atenção à sua motivação, à regularidade do seu esforço, à sua forma de abordar as tarefas e às estratégias de resolução de problemas que utiliza (Cardinet, 1993).

            A avaliação sumativa encontra-se também descrita no Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, que refere: "… traduz-se na formulação de um juízo globalizante sobre as aprendizagens realizadas pelos alunos” tendo lugar, ordinariamente, no final de cada período lectivo, no final de cada ano e de cada ciclo de ensino, podendo, também, acrescentamos, ter lugar no final de uma ou várias unidades de ensino que interessa avaliar globalmente. A avaliação sumativa fornece um resumo da informação disponível, procede a um balanço de resultados no final de um segmento extenso de ensino.

             Ribeiro, A., Ribeiro, L. (1989) refere que a avaliação formativa não é alternativa à avaliação sumativa; a sua complementaridade resulta não só do facto de permitir uma visão de síntese, mas, também, de acrescentar dados à avaliação pois esta é mais global e está mais distante no tempo relativamente ao momento em que as aprendizagens ocorreram o que permite avaliar a retenção dos objectivos mais importantes e verificar a capacidade de transferência de conhecimentos para situações novas. Sublinhe-se, complementarmente, que as diferentes formas de avaliação (formativa, sumativa, diagnóstica) não se excluem entre si, não sendo as diferentes modalidades de avaliação mutuamente exclusivas. Também onsidero que as três modalidades de avaliação são importantes e elas complementam-se, na minha atividade profissional utilizo as três entre outros instrumentos de avaliação que considero pertinentes para o sucesso escolar do aluno.
Para avaliar é necessário recolher dados, analisar e julgar, logo os critérios de avaliação têm de estar definidos de forma clara e objetiva.
A importância dos Portfólios na avaliação das aprendizagens

A avaliação da aprendizagem é, sem dúvida, uma das maiores dificuldades com que se depara o professor no processo institucional. Perguntas como “o que avaliar?” “para quê avaliar”, “como avaliar” e “quando avaliar” acompanham, muitas vezes, sem respostas claras, a atividade quotidiana do docente. A preocupação com a validade e fidedignidade dos instrumentos de avaliação é outra constante do dia-a-dia de muitos professores. Tudo isso, no entanto, é geralmente referenciado por uma visão muito tradicional de avaliação que procura avaliar, quantitativamente, a aprendizagem através de instrumentos que usualmente são provas escritas.

A partir de 2001 através do Despacho Normativo nº 3/2001, pela primeira vez se enuncia, sobre a avaliação, um conjunto de princípios orientadores. Entre eles pode ler-se a utilização de modos e instrumentos diversificados que estejam de acordo com a natureza das aprendizagens e dos contextos desenvolvidos. Segundo Alves & Gomes (2007, p. 1035), “As tendências atuais das práticas pedagógicas (…) devem envolver os alunos em experiências de aprendizagem mais ricas e diversificadas…”. Ainda, segundo Alves & Gomes (2007, p. 1035) avaliação dos alunos não deve restringir-se aos testes de avaliação tradicionais, devem ser diversificadas as fontes de evidências observadas pelo professor, tornando-se um imperativo pedagógico o desenvolvimento de portefólios electrónicos de aprendizagem. Apesar dos inúmeros instrumentos de avaliação que existem hoje, vou-me debruçar sobre os portfolios como instrumentos de avaliação alternativo aplicado na avaliação de alunos em geral e nos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE).

A avaliação das aprendizagens aplicada aos alunos com e sem NEE prende-se, essencialmente, com o tipo de instrumentos e métodos de avaliação/comunicação utilizados pelos professores. Nos alunos com NEE a avaliação deve ser vista como um instrumento para os alunos reflectirem sobre a sua própria aprendizagem (por ex: a interacção entre alunos e professores no «ciclo de feedback»). Para os alunos que usam formas aumentativas de comunicação, este processo de feedback não se pode operar com base na linguagem «tradicional». Neste caso, têm de ser exploradas e implementadas abordagens mais individualizadas, novos instrumentos de avaliação e uma variedade de meios para a interacção professor/aluno; por exemplo, observação de situações estruturadas que permitam aos professores avaliar as preferências dos alunos. Os portfólios, na última década, têm sido utilizados como um instrumento alternativo na avaliação dos alunos. O portefólio pode definir-se como um instrumento pedagógico com o objetivo de documentar o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos.

O portfólio é uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos por um aluno, ao longo de um dado período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada e pormenorizada quanto possível das diferentes componentes do seu desenvolvimento. Na medida em que o portfólio é um instrumento de avaliação, pode dizer-se que se trata de um conjunto de elementos, acompanhados de indicações e de comentários estruturados, escolhidos pelo aluno e/ou pelo professor com a finalidade de demonstrar o desenvolvimento das competências dos discentes. Este instrumento permite ao aluno identificar os elementos significativos relativamente à progressão das suas aprendizagens. Valadares & Graça (1998, p:94) definem o portfólio do aluno como uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos por este ao longo de um determinado período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada e detalhada quanto possível das diferentes componentes do seu desenvolvimento (cognitivo, metacognitivo, afectivo). Segundo estes autores, a análise do portfolio auxilia o aluno numa atitude reflexiva ajudando-o a desenvolver o sentido de responsabilidade e uma atitude de auto-reflexão, tornando-se num instrumento valioso em todo o seu processo de aprendizagem.

O uso de portefólios electrónicos ou e-portefolios, como instrumento de avaliação surgem como uma necessidade do paradigma educacional da sociedade da informação, na caracterização de Costa (2009) e, como disse Silva (n.d.), o portefólio permite uma avaliação mais concreta e fiel das competências desenvolvidas pelo aluno, ao longo de um determinado processo. São instrumentos de aprendizagem e de avaliação que se fundamentam na capacidade de se conseguir que o aluno se envolva na sua avaliação, refletindo sobre a sua aprendizagem com vista a melhorar. Os portefólios, quer sejam eletrónicos ou não, apresentam-se como um meio de os alunos registarem as suas actividades, reflexões, os seus comentários sobre o trabalho que desenvolvem. O registo escrito permite criar o hábito de pensar as práticas, de se pensar a própria aprendizagem.

As avaliações feitas pelos alunos são expressões da síntese do conhecimento que atingiram. Se não chegarem a um nível satisfatório não devem ser punidos, mas sim “retrabalhados” e solicitados a que elaborem uma nova, mesmo que retomem a anterior como ponto de partida. Uma prática que considero bastante interessante, é o professor interagir com o trabalho dos alunos até que chegue a um nível satisfatório: o aluno entrega a actividade, o professor analisa, faz sugestões e o aluno reelabora. Desta forma, os portfólios desenvolvem a comunicação contínua entre vários intervenientes, permitem um melhor registo do envolvimento dos alunos nos ambientes de aprendizagem, uma melhor organização, possibilidade de estabelecer conexões entre as ideias professor/aluno e participar activamente no processo de construção do conhecimento. Dão a possibilidade de partilha e a colaboração de todos os alunos da turma, aumentam a motivação dos alunos e as possibilidades de feed-back entre professor e alunos, como também referem Alves & Gomes (2007, pp. 1037). Independentemente do seu aspecto (dossier, pasta, etc.), o portfolio: a) colige o conjunto de trabalhos (resumos, esquemas, ensaios, relatórios, notas, fichas de leitura, diários, listas de verificação, registos audio, vídeo e/ou fotográficos, fichas de trabalho, entrevistas, pareceres do(s) professor(es) e colegas... e até os testes) que o aluno produziu e seleccionou como reveladores da sua aprendizagem e não apenas aqueles que foi obrigado a fazer na disciplina (ou disciplinas, pois o portfolio pode ser utilizado como estratégia de avaliação interdisciplinar); b) inclui uma breve reflexão do aluno acerca da relevância de cada trabalho e do que foi possível aprender com a sua realização (metacognição); c) apresenta um carácter dinâmico e contínuo que torna o aluno cúmplice e responsável pela sua aprendizagem e avaliação (motiva-o para a realização de aprendizagens significativas); d) pressupõe uma organização cronológica dos trabalhos que permitirá uma comparação do aluno com ele próprio, valorizando uma análise tanto retrospectiva como prospectiva (o ponto de partida, o percurso e o ponto de chegada); e) poderá servir para reforçar a comunicação professor-aluno e o trabalho de grupo (implicando os alunos na realização e análise crítica dos portfolios dos seus colegas). Este ano letivo 2011-2012 fui colocada em Educação Especial, na qual tenho alunos com Currículo Específico Individual e utilizo o portfólio como instrumento de avaliação, através deste tenho um feedback direto e rápido das aprendizagens dos alunos, quais as suas dificuldades, quais as suas áreas de interesse e motivações.

No trabalho que desenvolvo com estes alunos há uma permanente comunicação entre professor/aluno, apoio-os na organizaçao do portfólio o que deve ser incluido ou não no mesmo, faço anotações e comentários do que pode ser melhorado, ajudo-os, uma vez que os meus alunos têm dificuldades na escrita, a elaborarem a reflexão pessoal sobre o trabalho desenvolvido. Em relação, aos alunos permite-lhes olharem para o seu trabalho, e de se auto-avaliarem refletirem sobre os trabalhos que vão fazendo e refletirem sobre o que aprenderam e como aprenderam.

Os alunos têm numa primeira perspectiva a possibilidade de aplicarem o que é a organização dos materiais e das ideias. Atendendo às caraterísticas dos meus alunos, com dificuldades extremas de aprendizagem daí terem um currículo específico individual e estarem abrangidos pelo decreto-lei 3 de 7 de Janeiro de 2008, este é o instrumento de avaliação que, na minha opinião, melhor se adequa, face ao que se quer avaliar, ou seja, a sua evolução tendo um ponto de partida e um ponto de chegada conforme é focado no Currículo Específico de cada aluno. Em termos globais podemos concluir que os portfolios dizem muito sobre o aluno (contêm evidências referentes a um vasto leque de competências e conhecimentos); evidenciam o processo de aprendizagem e não apenas o produto (não são meros flashes dispersos da aprendizagem, como os testes); permitem relacionar atitudes e valores bem como competências e conhecimentos; fomentam a individualidade e criatividade; refletem a abrangência da aprendizagem (proporcionam abordagens sistémicas); estimulam a síntese e a reflexão; permitem demonstrar os talentos dos alunos etc.