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domingo, 27 de outubro de 2013

POPULAÇÃO DA EUROPA NOS SÉCULOS XVII E XVIII:CRISES E CRESCIMENTO

População da Europa nos séculos XVII e XVIII: Crises e crescimento.
Do final do século XVI até à 2ª parte do século XVIII, a população europeia aumentou mais lentamente que no século precedente. Causas: crises económicas e guerra, que se traduziram no comportamento demográfico.
Ciclicamente houve graves crises de mortalidade, devidas quer às más condições de vida, geradas pelas crises, quer às guerras, cada vez mais frequentes.
Só no século XVIII foi possível travar essas crises, provocando a diminuição progressiva da mortalidade.
A regressão demográfica do século XVII
·         Taxa de Natalidade a rondar os 40%, que resultava da procriação apenas limitada pela fisiologia e marcada pelas atitudes políticas e religiosas populacionais;
·         Taxa de Mortalidade muito elevada, entre os 35 e os 38%, incidindo sobre todas as faixas etárias, mas alcançando os valores mais altos entre os recém-nascidos e durante a infância;
·         Esperança Média de Vida não ia além dos 25-30 anos;
Principais fatores que provocaram recessão demográfica no século XVII
·         Crises de subsistência (devido ao clima);
·         Pestes e outras epidemias;
·         Guerras (principalmente guerra dos 100 anos).
Crises de subsistência
Entre 1580 e os finais do século XVII, persistiram irregularidades no clima: Invernos demasiados chuvosos - Invernos podres - e geadas na primavera faziam apodrecer as sementeiras. Estes fenómenos meteorológicos provocaram más colheitas, escassez de alimento, inflação e fome.
Períodos de crises de subsistência: 1660-62, 1693-1699 e 1709-10.
Pestes e outras epidemias
Devido às duras condições de vida e às crises de subsistência, a população estava sujeita às doenças, principalmente as crianças.
Principais razões da proliferação das epidemias:
·         Péssimas condições de vida (subnutrição, doenças, envelhecimento precoce);
·         Impotência da medicina desta altura.
Guerras
As guerras frequentes aumentavam a mortalidade e tinham influência na desorganização da vida económica.
Provocavam:
·         Aumento dos impostos;
·         Inflação;
·         Paralisação das atividades económicas;
·         Destruições nos campos e nas cidades;
·         Multiplicação de pestes.
Progressão demográfica e melhoria das condições de vida
A partir de 1730, deu-se um recuo das crises demográficas: a taxa de mortalidade baixou; a esperança média de vida (à nascença) aumentou; e a população apresentava um maior nº de jovens. Com a natalidade igualmente elevada, a taxa de crescimento natural foi aumentando de forma progressiva.
Causas deste aumento demográfico:
·         Progressiva melhoria climática – regularizou a meteorologia, proporcionando anos de boas colheitas, o que diminuiu as fomes. (Condições para a Revolução Agrícola.)
·         Progressos técnicos e económicos – permitiram maior produção e melhor distribuição dos bens alimentares (aumento da produtividade, introdução de novas culturas e alargamento dos circuitos comerciais internos e externos), o que contribuiu para o fortalecimento das populações e para o recuo das pestes e das epidemias;
·         Desenvolvimento da medicina – Prática da vacinação e maiores cuidados de higiene.
Uma nova demografia e crescimento demográfico no século XVIII
Fatores que incitaram ao aumento da demografia:
·         Melhoria climática (boas colheitas, diminuição das fomes, aumento da esperança média de vida, alargamento do comércio interno e externo, etc.);
·         Progressos científico-tecnológicos (trouxeram melhoria das condições de vida, que por conseguinte acarretaram novos comportamentos sociodemográficos)
Crescimento populacional desigual na Europa:
·         Crescimento populacional mais evidente nas zonas de maior dinamismo económico – Inglaterra, Flandres, Prússia, etc.;
·         Crescimento populacional menos evidente nas zonas de estruturas mais retrógradas – França, Itália, Portugal, Espanha, e países de Leste.

  • Tendo em conta o crescimento excessivo da taxa de natalidade, é necessário tomar medidas preventivas ao aumento desmedido da população (políticas anti natalistas): redução voluntária da natalidade pela prática do celibato e do casamento tardio.

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